O pastejo rotacionado vem ganhando espaço na pecuária brasileira por unir eficiência produtiva e cuidado com os recursos naturais. Isto posto, João Eustáquio de Almeida Junior, empresário com 30 anos de carreira no setor agropecuário, esse modelo representa uma mudança de mentalidade no manejo das pastagens, ao priorizar planejamento e uso racional do solo.
Assim, ao longo dos últimos anos, o pastejo rotacionado deixou de ser visto como uma técnica complexa e passou a integrar rotinas de propriedades de diferentes portes. Com isso em mente, nos próximos parágrafos, veremos como ele impacta o solo, o pasto, os custos e o meio ambiente.
O que é pastejo rotacionado e como funciona na prática?
Segundo João Eustáquio de Almeida Junior, o pastejo rotacionado consiste em dividir a área total de pastagem em partes menores, que são utilizadas de forma sequencial pelos animais. Portanto, enquanto um piquete está sendo pastejado, os demais permanecem em descanso, permitindo que o capim se recupere de forma adequada. Esse controle do tempo de uso é um dos principais diferenciais do sistema.

O sucesso do pastejo rotacionado está diretamente ligado ao respeito ao tempo de recuperação das plantas forrageiras. Quando o gado retorna ao piquete apenas no momento correto, o pasto mantém vigor, densidade e valor nutricional. Assim, o manejo deixa de ser reativo e passa a ser planejado.
Outro ponto relevante é que o sistema pode ser adaptado à realidade de cada propriedade. O número de piquetes, o período de ocupação e o tempo de descanso variam conforme o tipo de capim, o clima e a categoria animal. De acordo com o empresário João Eustáquio de Almeida Junior, essa flexibilidade torna o pastejo rotacionado uma ferramenta aplicável tanto em sistemas intensivos quanto em modelos mais extensivos.
Como o pastejo rotacionado melhora o solo e a qualidade do pasto?
Um dos efeitos mais evidentes do pastejo rotacionado está na melhoria das condições do solo. A alternância entre uso e descanso reduz a compactação causada pelo pisoteio contínuo, comum em sistemas de pastejo contínuo. Com isso, o solo passa a ter melhor infiltração de água e maior atividade biológica.
Conforme destaca João Eustáquio de Almeida Junior, o solo saudável é a base de uma pastagem produtiva. Afinal, quando o capim tem tempo para se regenerar, suas raízes se aprofundam, contribuindo para a estrutura do solo e para a retenção de nutrientes. Esse processo cria um ciclo positivo que se reflete na qualidade do pasto ao longo do tempo.
Além disso, o pastejo rotacionado favorece a uniformidade da pastagem, como pontua o empresário João Eustáquio de Almeida Junior. Uma vez que o gado consome o capim de maneira mais equilibrada, evitando áreas superpastejadas e outras subutilizadas. Logo, como resultado, o pasto mantém altura adequada, maior valor nutricional e melhor capacidade de suporte animal.
Quais são os ganhos econômicos do pastejo rotacionado?
Do ponto de vista financeiro, o pastejo rotacionado oferece vantagens que vão além do aumento da produtividade. Tendo isso em vista, a seguir, separamos os principais ganhos adquiridos com essa técnica:
- Melhor aproveitamento da área: a rotação permite produzir mais em menos espaço, elevando a eficiência do sistema;
- Redução de custos com insumos: pasto bem manejado demanda menos intervenções corretivas e menor uso de suplementos;
- Regularidade na produção: o rebanho mantém desempenho mais constante, mesmo em períodos de maior pressão sobre a pastagem;
- Valorização do ativo produtivo: áreas bem cuidadas tendem a se manter produtivas por mais tempo.
Ao considerar esses fatores em conjunto, fica claro que o pastejo rotacionado contribui para uma gestão mais previsível e sustentável do negócio pecuário.
O pastejo rotacionado como uma estratégia eficiente
Em conclusão, ao analisar todos esses aspectos, percebe-se que o pastejo rotacionado vai além de uma técnica pontual de manejo. Trata-se de uma estratégia de longo prazo, que exige planejamento, acompanhamento e ajustes constantes. Portanto, quando bem implementado, o sistema fortalece a base produtiva da propriedade. Assim, para o produtor que busca estabilidade econômica e responsabilidade ambiental, o pastejo rotacionado surge como uma escolha poderosa.
Autor: Zinaida Alekseeva