A segurança do paciente depende de uma combinação de fatores que vai muito além da estrutura do hospital ou da complexidade do procedimento, informa Milton Seigi Hayashi, médico e cirurgião plástico. Um dos pilares mais relevantes é a atualização constante do profissional, especialmente em uma área que evolui rapidamente como a cirurgia plástica. Neste cenário, a formação continuada é parte essencial da prática médica e um dos principais mecanismos de redução de riscos.
A medicina muda, novas técnicas surgem, protocolos são revisados e evidências científicas são constantemente atualizadas. Nesse cenário, manter-se tecnicamente alinhado às melhores práticas não é um diferencial, mas uma necessidade. Acompanhe os próximos parágrafos!
Atualização técnica acompanha a evolução das práticas clínicas
Técnicas cirúrgicas, materiais e abordagens anestésicas passam por ajustes frequentes à medida que novos estudos são publicados e resultados são analisados, por isso, Milton Seigi Hayashi explica que a formação continuada permite que o profissional incorpore essas mudanças de forma estruturada, evitando a repetição de métodos já superados.

Esse processo de atualização impacta diretamente a tomada de decisão. Ao conhecer alternativas mais seguras ou mais eficientes, o médico consegue indicar procedimentos com melhor relação entre risco e benefício para cada perfil de paciente. Além disso, a educação permanente favorece a padronização de condutas, o que reduz variações indesejadas na prática clínica.
Segurança do paciente como eixo central da qualificação
Programas de atualização não se limitam ao aprendizado de novas técnicas, visto que, cada vez mais, incluem conteúdos voltados à segurança do paciente, como prevenção de infecções, manejo de complicações, comunicação com a equipe e protocolos de checagem.
Essa abordagem amplia a visão do profissional sobre o cuidado, e como alude Hayashi, não basta saber operar bem. É preciso saber prevenir problemas, reconhecer sinais precoces de complicações e agir de forma coordenada com a equipe. Esse tipo de treinamento fortalece a cultura de segurança, em que todos os envolvidos no atendimento compartilham responsabilidades e seguem processos claros.
Reciclagem profissional e avaliação de desempenho
Outro aspecto relevante da formação continuada é a possibilidade de revisar resultados, discutir casos e identificar pontos de melhoria. Congressos, cursos e reuniões clínicas funcionam como espaços para troca de experiências e análise crítica da prática cotidiana, frisa Milton Seigi Hayashi.
Esse exercício de revisão é fundamental para o aprimoramento profissional. Ao confrontar resultados com dados e com a experiência de outros especialistas, o médico consegue ajustar condutas e refinar critérios de indicação. Essa postura contribui para reduzir a repetição de falhas e para manter padrões consistentes de atendimento ao longo do tempo.
Impacto na confiança e na relação médico-paciente
Para o paciente, a formação continuada do profissional também influencia a percepção de segurança e confiança. Saber que o médico participa ativamente de processos de atualização transmite a ideia de cuidado responsável e comprometido com a qualidade do atendimento.
Segundo o médico cirurgião plástico, Milton Seigi Hayashi, essa transparência fortalece a relação médico-paciente, principalmente em vista de que, quando explicamos que seguimos protocolos atualizados e que revisamos constantemente nossas práticas, o paciente se sente mais seguro para tomar decisões e para seguir as orientações no pós-operatório.
Esse vínculo é especialmente importante em procedimentos eletivos, nos quais a escolha do profissional é parte central do processo de cuidado.
Qualificação como investimento em resultados sustentáveis
A formação continuada também está diretamente ligada à busca por resultados mais estáveis e duradouros, tanto do ponto de vista estético quanto funcional. Técnicas bem indicadas, execução precisa e acompanhamento adequado reduzem a necessidade de revisões e retrabalhos.
Conforme resume Milton Seigi Hayashi, investir em qualificação é investir na previsibilidade do tratamento. Isso beneficia o paciente, que enfrenta menos intercorrências, e o profissional, que atua com maior segurança e consistência clínica.
Ao considerar a formação continuada como parte estruturante da prática médica, a cirurgia plástica se alinha a uma lógica de cuidado centrada na segurança, na responsabilidade e na construção de resultados sustentáveis.
Autor: Zinaida Alekseeva