Elmar Juan Passos Varjão Bomfim participa de uma leitura técnica que se torna cada vez mais relevante quando o tema é a implantação e a expansão de complexos hospitalares de grande escala. Diferentemente de edificações isoladas, esses empreendimentos concentram múltiplas funções assistenciais, fluxos intensos de pessoas e equipamentos sensíveis, o que exige que a engenharia organize o conjunto como um sistema integrado. Cada decisão construtiva precisa dialogar com a operação contínua, a segurança dos usuários e a capacidade de adaptação futura da infraestrutura.
A complexidade desses complexos decorre da coexistência entre obra e atividade assistencial. Ampliações, reformas e novas implantações costumam ocorrer com o hospital em pleno funcionamento, o que impõe limites claros ao método construtivo e ao sequenciamento das intervenções. A engenharia, nesse cenário, atua sob pressão permanente por previsibilidade, controle e precisão técnica.
Implantação do complexo e organização dos acessos externos
A fase de implantação de um complexo hospitalar começa pela definição clara dos acessos externos e da relação com o entorno urbano. Ambulâncias, transporte de insumos, circulação de pacientes e visitantes disputam o mesmo espaço físico, exigindo soluções que evitem conflitos e atrasos. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim analisa esse ponto como decisivo para o desempenho global do empreendimento.
A engenharia precisa estruturar vias de acesso, áreas de embarque e desembarque e pontos de serviço de forma compatível com o volume de circulação previsto. Decisões inadequadas nessa etapa tendem a gerar gargalos operacionais difíceis de corrigir após a obra concluída. Ao organizar esses fluxos desde o início, o projeto ganha eficiência e reduz interferências na rotina hospitalar.
Infraestrutura externa e suporte às operações internas
Além dos acessos, a infraestrutura externa sustenta diretamente o funcionamento interno do complexo. Redes de energia, água, gases medicinais e sistemas de drenagem precisam operar com confiabilidade elevada, pois falhas nesses serviços comprometem atividades críticas. Nesse contexto, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim nota que a engenharia deve dimensionar essas redes com margens técnicas adequadas e rotas alternativas bem definidas.
A integração entre infraestrutura externa e sistemas internos exige compatibilização rigorosa entre disciplinas. Casas de máquinas, subestações e áreas técnicas precisam ser posicionadas de modo a facilitar manutenção e futuras ampliações. Essa organização reduz riscos operacionais e amplia a capacidade do complexo de absorver novas demandas assistenciais ao longo do tempo.

Logística interna e convivência entre obra e assistência
A expansão de complexos hospitalares impõe desafios específicos à logística interna. Circulação de pacientes, equipes médicas, visitantes e materiais ocorre de forma contínua, o que limita áreas de intervenção e horários de execução. A engenharia precisa planejar a obra de forma fragmentada, respeitando zonas sensíveis e evitando interferências em setores críticos.
Na leitura de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a convivência entre obra e assistência exige controle rigoroso das frentes de trabalho, isolamento adequado de áreas em intervenção e comunicação constante com a operação hospitalar. Esse cuidado reduz riscos, preserva a segurança e mantém níveis aceitáveis de funcionamento durante todo o processo de expansão.
Expansão planejada e capacidade de adaptação futura
Complexos hospitalares de grande escala tendem a evoluir ao longo do tempo, incorporando novas especialidades, tecnologias e serviços. Por isso, a engenharia precisa conceber a expansão como parte de um processo contínuo, e não como evento isolado. Estruturas, redes técnicas e áreas de apoio devem permitir adaptações futuras sem comprometer a estabilidade do conjunto.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim conclui que projetos que incorporam flexibilidade desde a concepção apresentam melhor desempenho ao longo do ciclo de vida. Ao alinhar implantação, infraestrutura externa, logística interna e capacidade de adaptação, a engenharia cria condições para complexos hospitalares mais resilientes, eficientes e preparados para responder às demandas crescentes do setor de saúde.
Autor: Zinaida Alekseeva