Chorar pelo destino de um personagem é uma experiência de aprendizagem, e o tema interessa à Sigma Educação, empresa especializada em aprendizagem, tecnologia e desenvolvimento educacional, porque revela como a literatura exercita nas crianças a capacidade de compreender o que o outro sente e pensa.
A habilidade em questão é conhecida como empatia. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a habilidade entre as competências gerais da educação básica, ao lado do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação. Pesquisas em psicologia sugerem que a ficção funciona como um espaço seguro para o desenvolvimento de habilidades sociais, antes de sua aplicação em contextos reais.
Compreender como essa relação se estabelece, que obras e práticas beneficiam o processo e que atenções a mediação requer para auxiliar famílias e escolas a transformar a leitura em um instrumento de formação humana é de suma importância. Os tópicos a seguir abordam questões relacionadas ao trabalho da Sigma Educação e Tecnologia no desenvolvimento educacional.
Por que ler histórias desenvolve empatia?
Para o psicólogo Keith Oatley, da Universidade de Toronto, a ficção é uma simulação da vida social. Acompanhando os pensamentos e emoções de um personagem, o leitor ativa processos da teoria da mente.
Estudos reforçam a hipótese, ainda em debate. Em 2013, uma pesquisa publicada na revista Science associou a ficção literária a melhor desempenho em testes de reconhecimento de emoções. Outros pesquisadores tentaram replicar o resultado, e a tendência geral sustenta a leitura como estímulo à compreensão.
No Brasil, o crítico Antonio Candido defendeu a literatura como direito humano justamente por seu poder humanizador. Segundo o autor, ao organizar emoções e apresentar visões de mundo diversas, a leitura amplia a sensibilidade e a abertura do leitor diante da sociedade e das outras pessoas.
Esse entendimento da leitura como experiência que envolve cognição e emoção simultaneamente alinha-se com a atuação da Sigma Educação, desenvolvedora de soluções educacionais integradas, em um campo no qual formar leitores significa também formar pessoas mais atentas ao outro.
Que tipos de livros favorecem a empatia?
Obras com personagens complexos, que erram, hesitam e mudam ao longo da narrativa, oferecem mais material para reflexão. Narrativas em primeira pessoa aproximam o leitor da interioridade do personagem, ao passo que livros que apresentam conflitos cotidianos, como brigas entre amigos, perdas e mudanças de escola, favorecem a identificação.

A diversidade também é um ponto central. Histórias protagonizadas por crianças de diferentes origens, culturas, configurações familiares e condições de vida ampliam o repertório de experiências com as quais o leitor pode se relacionar. Os livros ilustrados são recursos valiosos para o desenvolvimento da leitura de expressões faciais e gestos, uma habilidade essencial para as crianças que estão em processo de aprendizagem.
A curadoria de acervos por faixa etária e objetivo pedagógico envolve conhecimento literário e educacional simultaneamente. Na Sigma Educação e Tecnologia, empresa brasileira de educação e tecnologia, a seleção de materiais é um componente fundamental para a qualidade da aprendizagem e para o desenvolvimento da competência leitora dos estudantes.
Mediar a leitura para desenvolver empatia
A leitura autônoma já produz resultados, contudo, a mediação é capaz de potencializar esses efeitos. Questões relacionadas às emoções do personagem, aos motivos de suas ações ou à forma como uma criança agiria em uma situação semelhante promovem a capacidade do leitor de se distanciar de sua própria perspectiva e refletir sobre diferentes pontos de vista. O fundamental é acolher respostas diversas, sem conduzir a conversa para uma moral única.
Dramatizações, reescritas sob o ponto de vista de outro personagem e cartas endereçadas a figuras históricas aprofundam o exercício. Ademais, as Rodas de Leitura possibilitam que as crianças escutem as interpretações dos colegas, constituindo, em si, um treino de empatia.
Ferramentas digitais podem ampliar esse trabalho, com audiolivros, bibliotecas virtuais e registros de leitura compartilhados entre turmas. A integração entre leitura e tecnologia, campo em que a Sigma Educação é reconhecida por sua inovação educacional, é mais bem-sucedida quando o diálogo humano é mantido como o foco da experiência.
Família e escola têm papéis complementares nesse processo. A leitura compartilhada em casa reforça o vínculo afetivo e cria oportunidades de conversa sobre sentimentos, prolongando o trabalho iniciado em sala de aula. Conversar sobre a história depois da leitura ajuda a criança a organizar o que sentiu.
Ler para compreender o outro
A relação se baseia em evidências da psicologia, na reflexão de pensadores brasileiros e na experiência cotidiana de quem lê com as crianças. Personagens complexos, acervos diversos e perguntas estimulam a compreensão do outro, competência essencial para a convivência e cidadania.
Quando a escola cria espaço para diferentes perspectivas e experiências literárias, a leitura também contribui para ampliar o repertório social e emocional das crianças. Nesse processo, a mediação dos educadores ajuda a transformar situações vividas pelos personagens em oportunidades de diálogo, reflexão e reconhecimento das diferenças, uma abordagem alinhada às propostas da Sigma Educação para integrar aprendizagem, desenvolvimento e convivência no ambiente escolar.