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Jornal Metaverso Notícias > Blog > Brasil > WhatsApp concentra 64% das tentativas de golpes digitais no Brasil, aponta estudo
Brasil

WhatsApp concentra 64% das tentativas de golpes digitais no Brasil, aponta estudo

Por Diego Velázquez 12 de agosto de 2026 11 Min de leitura
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Relatório estima 34,5 bilhões de tentativas de fraude em um ano e prejuízo de R$ 21,2 bilhões; 81% dos adultos pesquisados afirmam ter sido alvo de pelo menos uma abordagem suspeita

Contents
WhatsApp aparece como principal plataforma usada nas abordagens16,5 milhões de brasileiros teriam perdido dinheiroGolpistas apostam na velocidadeCompras online aparecem entre os golpes mais frequentesInteligência artificial aumenta desafioInstagram e Facebook também aparecem no levantamentoImpacto não é apenas financeiroApenas 19% das vítimas denunciamComo reduzir o risco de cair em golpesGolpes digitais se tornam desafio nacional

O WhatsApp se consolidou como um dos principais caminhos utilizados por criminosos para abordar vítimas de golpes digitais no Brasil. Dados do relatório O Estado dos Golpes no Brasil 2026, da Global Anti-Scam Alliance (GASA), mostram que 64% dos entrevistados expostos a golpes relataram abordagens pelo aplicativo de mensagens, colocando a plataforma no topo dos canais digitais citados no levantamento. (Gasa)

O levantamento foi realizado com 1.170 adultos brasileiros e analisou a exposição da população a diferentes modalidades de fraude. Segundo a pesquisa, 81% dos participantes disseram ter sido alvo de pelo menos uma tentativa de golpe nos 12 meses considerados. (Gasa)

A dimensão estimada do problema chama atenção. Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, o Brasil teria recebido aproximadamente 34,5 bilhões de tentativas de golpes, o equivalente a cerca de 202 abordagens por adulto durante um ano. (Poder360)

WhatsApp aparece como principal plataforma usada nas abordagens

A popularidade do WhatsApp no Brasil também faz com que o aplicativo seja atraente para criminosos. Golpistas podem utilizá-lo para entrar diretamente em contato com potenciais vítimas, fazendo-se passar por familiares, empresas, instituições financeiras ou representantes de serviços conhecidos.

No levantamento repercutido pelo UOL nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, o WhatsApp aparece com 64% entre as plataformas citadas nas tentativas de fraude. Gmail aparece com 31%, seguido por Instagram, com 22%, Facebook, com 17%, e Google, com 13%. (UOL)

É importante destacar que esses números não significam que as plataformas estejam aplicando os golpes. Elas são utilizadas como canais pelos criminosos para localizar, abordar ou direcionar potenciais vítimas.

No caso do WhatsApp, pertencente à Meta, a escala do aplicativo e sua presença nas comunicações pessoais e comerciais tornam a plataforma especialmente relevante na discussão sobre prevenção de fraudes digitais.

16,5 milhões de brasileiros teriam perdido dinheiro

A exposição às tentativas não significa necessariamente que todos os usuários sofreram prejuízo. Ainda assim, o relatório estima que 16,5 milhões de brasileiros tenham perdido dinheiro com golpes no período analisado. (Poder360)

O prejuízo total estimado chegou a aproximadamente R$ 21,2 bilhões, enquanto a perda média foi de R$ 1.287 por vítima. (ES Hoje)

Os números mostram como fraudes que individualmente podem envolver valores relativamente pequenos acabam provocando um impacto econômico bilionário quando consideradas em escala nacional.

Também existe uma parcela de vítimas que sofre perdas repetidas. Segundo o levantamento, 34% das pessoas que perderam dinheiro disseram ter sido vítimas mais de uma vez nos 12 meses anteriores. (UOL)

Golpistas apostam na velocidade

Outro fator importante é a rapidez com que algumas fraudes acontecem. Os criminosos frequentemente tentam criar uma sensação de urgência para impedir que a vítima tenha tempo de confirmar as informações.

Mensagens podem afirmar, por exemplo, que uma conta será bloqueada, que um pagamento precisa ser realizado imediatamente ou que um familiar enfrenta uma emergência.

Segundo os dados repercutidos pelo UOL, 26% das pessoas enganadas foram afetadas em questão de minutos. (UOL)

Esse tipo de estratégia explora justamente a reação emocional. Quanto menos tempo a vítima dedica à verificação das informações, maior pode ser a possibilidade de seguir instruções fraudulentas.

Compras online aparecem entre os golpes mais frequentes

As fraudes não seguem um único padrão. O relatório aponta diferentes categorias de golpes enfrentados pelos brasileiros, incluindo esquemas relacionados a compras online, investimentos e falsas oportunidades de emprego. (CNN Brasil)

Nas fraudes de compras, criminosos podem criar anúncios, lojas ou ofertas falsas para receber pagamentos sem entregar o produto anunciado.

Nos golpes financeiros, promessas de retorno elevado ou oportunidades aparentemente exclusivas podem ser utilizadas para convencer vítimas a transferir dinheiro.

Já falsas vagas de emprego podem servir tanto para cobrar pagamentos indevidos quanto para obter informações pessoais dos candidatos.

Inteligência artificial aumenta desafio

O avanço da inteligência artificial acrescenta uma nova camada ao problema. Ferramentas generativas permitem produzir textos convincentes, imagens, áudios e outros conteúdos com baixo custo e em grande escala.

Criminosos podem aproveitar essas tecnologias para tornar mensagens fraudulentas mais personalizadas e convincentes, além de automatizar parte das abordagens. O relatório de 2026 chama atenção para a evolução tecnológica utilizada nos golpes. (Terra)

Isso torna a identificação de fraudes mais complexa. Erros grosseiros de português, imagens mal produzidas ou mensagens genéricas, que anteriormente funcionavam como sinais de alerta, podem se tornar menos frequentes.

A tendência aumenta a importância de verificar a origem de pedidos de dinheiro ou informações pessoais por um canal independente, em vez de confiar apenas na aparência ou qualidade da mensagem recebida.

Instagram e Facebook também aparecem no levantamento

O WhatsApp não é a única plataforma da Meta mencionada no estudo. Instagram e Facebook também aparecem entre os ambientes digitais utilizados nas abordagens fraudulentas, com percentuais de 22% e 17%, respectivamente, segundo os dados repercutidos pelo UOL. (UOL)

As características das fraudes podem variar conforme a plataforma. Em redes sociais, anúncios fraudulentos, perfis falsos e mensagens privadas podem ser utilizados para alcançar potenciais vítimas.

Um caso recente mostra a dimensão do problema. Uma entidade de direitos digitais pediu investigação da Meta após um estudo do NetLab/UFRJ identificar 544 anúncios fraudulentos relacionados ao Desenrola Brasil, publicados por 48 páginas entre abril e junho de 2026. A Meta afirma combater conteúdos enganosos e colaborar com autoridades. (Folha de S.Paulo)

O episódio amplia o debate sobre até onde vai a responsabilidade das plataformas na identificação e remoção de campanhas fraudulentas.

Impacto não é apenas financeiro

Perder dinheiro é a consequência mais evidente de uma fraude, mas o levantamento indica efeitos que vão além do prejuízo econômico.

Segundo o relatório, 76% das vítimas relataram impacto significativo ou moderado sobre o bem-estar emocional depois de sofrer um golpe. (Poder360)

Vergonha, culpa, ansiedade e medo de novos golpes podem acompanhar as vítimas mesmo depois da perda financeira.

Esse componente ajuda a explicar por que especialistas defendem que fraudes digitais sejam tratadas não apenas como um problema tecnológico, mas também como questão de segurança pública e proteção do consumidor.

Apenas 19% das vítimas denunciam

Outro dado relevante é a baixa taxa de denúncias. Somente 19% das vítimas disseram ter reportado formalmente o golpe. (UOL)

Entre aqueles que denunciaram, apenas cerca de um quinto conseguiu recuperar o dinheiro perdido, segundo os dados apresentados pelo UOL. (UOL)

A baixa notificação também pode dificultar o dimensionamento real das fraudes. Se grande parte dos casos não chega às autoridades, instituições financeiras ou plataformas, identificar padrões e interromper esquemas recorrentes torna-se mais difícil.

Como reduzir o risco de cair em golpes

Uma das principais estratégias de prevenção é desconfiar de mensagens que tentem criar urgência. Pedidos inesperados de transferências, códigos de autenticação, senhas ou informações bancárias devem ser verificados antes de qualquer ação.

Quando alguém se apresenta como familiar ou conhecido pedindo dinheiro, uma medida simples é entrar em contato com a pessoa utilizando outro número ou canal já conhecido, em vez de continuar apenas pela conversa iniciada pelo suposto remetente.

O relatório também recomenda verificar ofertas fora do ambiente em que foram apresentadas e desconfiar de oportunidades que pareçam excessivamente vantajosas. Métodos de pagamento que ofereçam mecanismos de contestação ou reembolso também podem aumentar a proteção. (UOL)

Links enviados por desconhecidos merecem atenção especial, principalmente quando direcionam para páginas que solicitam senhas, dados bancários ou códigos de segurança.

Golpes digitais se tornam desafio nacional

Os números do relatório ajudam a mostrar como as fraudes digitais deixaram de representar episódios isolados. Uma estimativa de 34,5 bilhões de tentativas em apenas um ano, combinada a perdas de R$ 21,2 bilhões, coloca o problema em escala nacional. (Poder360)

O WhatsApp ocupa posição central nesse cenário por ser uma das ferramentas de comunicação mais utilizadas pelos brasileiros. Ao mesmo tempo, Gmail, Instagram, Facebook, ligações telefônicas, SMS e outros canais também são explorados.

Combater o problema exige atuação conjunta de plataformas digitais, instituições financeiras, operadoras de telecomunicações, autoridades policiais e órgãos de proteção ao consumidor.

Para o usuário, a principal mudança necessária é comportamental: uma mensagem convincente não deve ser confundida com uma mensagem verdadeira. Com golpes cada vez mais rápidos, personalizados e apoiados por novas tecnologias, reservar alguns minutos para confirmar uma informação pode ser justamente o que separa uma tentativa frustrada de um prejuízo financeiro.

Fontes: Global Anti-Scam Alliance — relatório O Estado dos Golpes no Brasil 2026 · UOL Tilt — repercussão de 12 de agosto de 2026 · Poder360 — dados nacionais do levantamento.

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